terça-feira, 27 de novembro de 2012

Pôr do sol

O que há de melhor em nós talvez seja herança de sentimentos provenientes de tempos mais antigos, aos quais nós, actualmente, mal podemos chegar por via direta; O sol já se pôs, mas o céu da nossa vida ainda está incandescente e resplandecente, graças a ele, embora nós já não o vejamos.

nietzsche

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Refining language

The project of refining language is the same project as the ending of history. History is the story of the languages that failed.

T.mckenna

sexta-feira, 20 de julho de 2012

loucura e festa como actividades trans-linguísticas


Desde o fim da idade média, a loucura tem vindo a aparentar-se, cada vez mais, á festa.  Como se na loucura, a nossa cultura procurasse umas férias… um contrário a si mesma, que funcionaria como que um espelho... como que um momento em que o tempo se interrompe e faz círculo para um ritual que inaugura entre os homens, formas de comunicação que a sua linguagem do quotidiano não lhes permite.

M.Foucault

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Quem não ama a solidão, não ama aliberdade

Nenhum caminho é mais errado para a felicidade do que a vida no grande mundo, às fartas e em festanças (high life), pois, quando tentamos transformar a nossa miserável existência numa sucessão de alegrias, gozos e prazeres, não conseguimos evitar a desilusão; muito menos o seu acompanhamento obrigatório, que são as mentiras recíprocas. 
Assim como o nosso corpo está envolto em vestes, o nosso espírito está revestido de mentiras. Os nossos dizeres, as nossas acções, todo o nosso ser é mentiroso, e só por meio desse invólucro pode-se, por vezes, adivinhar a nossa verdadeira mentalidade, assim como pelas vestes se adivinha a figura do corpo. 



Antes de mais nada, toda a sociedade exige necessariamente uma acomodação mútua e uma temperança; por conseguinte, quanto mais numerosa, tanto mais enfadonha será. Cada um só pode ser ele mesmo, inteiramente, apenas pelo tempo em que estiver sozinho. Quem, portanto, não ama a solidão, também não ama a liberdade: apenas quando se está só é que se está livre.
A coerção é a companheira inseparável de toda a sociedade, que ainda exige sacrifícios tão mais difíceis quanto mais significativa for a própria individualidade. Dessa forma, cada um fugirá, suportará ou amará a solidão na proporção exacta do valor da sua personalidade. Pois, na solidão, o indivíduo mesquinho sente toda a sua mesquinhez, o grande espírito, toda a sua grandeza; numa palavra: cada um sente o que é.


Schopenhauer